Já escrevi sobre o tema, mas é recorrente. Sinto nos meus filhos a tranquilidade de outrora, característicos da pouca idade.
São dias de introspecção, aprisionamento dos pensamentos em um universo muito particular, por vezes, pequeno.
Olhar para o futuro não inclui a presença de outras pessoas que serão dependentes de ti. Não há um raciocínio que leve a entender a paternidade. Com a falta de “documentação” em forma de manuais, vai desembocar em uma situação de surpresa, novidade e, principalmente, medo.
Me espelhando no texto que li hoje no Facebook, os pais são biologicamente desprovidos de ferramentas que tragam ao momento da paternidade, algum alento natural. Trata-se de um desafio sem precedentes. Ainda que passemos os nove meses acariciando e tentando entender o ventre incremental da companheira, estamos literalmente do lado de fora da relação mão e filho. São naturalmente unidos e assim permanecerão.
Nossa relação com os filhos vai se desenvolvendo com todas as incertezas e mais um pouco. Ainda assim, tudo que forma a cumplicidade pai e filho é de uma grandiosidade e força descomunal.
Filhos são muito mais que dádivas, como a maioria dos autores os classifica generosamente, são a nossa melhor oportunidade para entender o amor na sua forma mais desprendida.
Não discutimos qual caminho tomar juntos, mas o construímos, com alguns momentos de separação, mas estaremos próximos, para sempre.
Somos filhos por um tempo, mas seremos pais até o fim.
Feliz dia dos pais, mas para mim, é dia dos filhos.


Escolhi bem o pai dos meus filhos! Sou eternamente grata! Beijos!