Políticos profissionais

Saindo de casa para levar minha filha à escola, dou de cara com um senhor distribuindo panfletos de campanha ao cargo de Deputado Estadual. Em período eleitoral, seria considerado normal, não fosse ele o pseudo, digo, vice-prefeito.

Dois anos de mandato e já faz de Florianópolis sua escada para a carreira de político profissional.

Caso seja eleito, abandona a função que exerceu com uma das mais marcantes passividades já vistas. Até a imprensa não sabe direito como identificá-lo, a não ser pelo sobrenome.

O prefeito, do PSD, vai apoiar o ex-prefeito ao senado. No pleito de 2012, o teatrinho dava a entender que eram inimigos. Mas a confusão se desfez quando o ex-vice-prefeito ganhou a Secretaria do Continente de Florianópolis de presente.

Falam tanto em renovação, em mudança, mas é tudo engodo, os mesmos candidatos, as mesmas propostas e a forma de enxergar o cidadão como peça fundamental para garantir o salário de parlamentar que, consequentemente, garante aposentadoria com no máximo quatro anos de “trabalho”.

O PCdoB de SC migrou para a coligação de apoio ao atual governador, sabe-se lá em troca de que.

O PT apresenta um candidato que não tem a menor empatia e probabilidade zero de se eleger. Um baita desperdício de dinheiro.

Aliás, o financiamento de campanhas com caixa 2 não será evitado, pois a proposta de financiamento público de campanha, o que nivelaria o montante despejado nas candidaturas, bem como impediria que corporações mantivessem seus “amigos” na atividade parlamentar, ainda é um sonho e contestado por aqueles que se beneficiam da continuidade dessa vergonha que é o lobby de grandes empresas, que atuam financiando todos os lados, pois o que ganhar certamente vai manter a relação. Não há direita ou esquerda que se imponha diante do poder econômico, não há candidato incorruptível, pois a conta chega no primeiro dia de mandato, como um lembrete da máfia de que os negócios funcionam dessa forma.

Em SC, nos acostumamos a ter o menu de candidatos do nível mais baixo possível, nos oferecendo a decisão de votar no menos pior. Professores, intelectuais e profissionais que realmente podem fazer alguma diferença são atropelados pelas coligações.

No ano de 2014, não há sombra de esperança que a política melhore. Vamos ter publicidade rasteira, inútil e mentirosa, como sempre foi, com a diferença que a mídia corporativa da espaço aos que lhe interessam.

O que fazer ?

Aprender com todos estes erros e manter a consciência que se não temos atuação política em nosso próprio bairro, como vamos delegar quatro anos aos aventureiros que se oferecem como recipientes sanitários que abrigam todo o esgoto que se acumulou durante décadas. Temo que um dia a fossa não comporte mais tanta…

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