A arte imita a vida

Dois filmes que são o retrato da realidade, Tropa de Elite 2 e O Senhor da Guerra, mostram início, meio e fim de toda a sacanagem econômica e política que tornam as cidades mais violentas, com tráfico de drogas mudando de mão, jamais acabando,.
Num universo mais amplo, o mercado de armas, cujo fornecedor para os dois lados do conflito é o mesmo, por vezes denominado como a maior “democracia” do planeta, dizima populações inteiras em nome do lucro.
Quando campanhas para acabar com a fome no mundo recebem adesões do meio artístico e ganham projeção na mídia, é um jogo de cena gigantesco, uma espécie de catarse dos grandes grupos de comunicação que omitem diariamente a verdade sobre a origem dos problemas sociais, acobertando figuras imponentes e alguns até mais discretos.
Assistir a qualquer dos dois filmes nos faz sair da sessão espumando com a obviedade das cenas, de como os personagens são tudo, menos fictícios, com a conexão imediata com parlamentares corruptos.
De onde vem tanta passividade ?
Qual o motivo de aceitarmos que uma manchete que nos faz rir dentro da sala de cinema, pelo cinismo e ironia, não nos escandaliza quando vem da TV da nossa casa ?
Um personagem fanfarrão e marcante do Tropa de Elite 2 é o apresentador de programa policial que se elege deputado.
No caso do Rio de Janeiro, mais ainda, pois é o cenário do filme, mostrando o “sistema” por dentro, narra a saga de um ex-comandante do BOPE que esbarra num “inimigo” maior do que ele conhecia.
Governador e prefeito mostram que a realidade é ainda pior que a ficção.

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