Com candidatos de nível sofrível para horrível, estamos experimentando uma enxurrada de propostas lidas com dificuldade na TV, pior ainda de ouvir no rádio, porque são medíocres, não apenas mentirosas.
Temos candidatos que são verdadeiros “Chuck Norris” da política. Podem tudo. Até o que era impensável e impossível no dia anterior.
Como alguns candidatos com tempo reduzido só apresentam o nome e o bordão, conseguimos ignorar esse flagelo mental.
Mas o que me deixou perplexo foi a municipalização do trabalho de marketing que era algo que exigia muito investimento dos partidos e coligações, restrito à esfera federal.
Entre amigos, já não há mais debate sobre as propostas de candidatos à prefeitura, mas sim ao trabalho de marketeiros políticos, alguns dispensados em plena campanha. Se foram felizes e criativos, passou a ser mais importante que a linha de trabalho do político.
Ironicamente, esta guerra de marketing está fazendo eleitores mudarem de opção por definirem como ruim o programa apresentado no horário “gratuito”.
Não valem mais ideias, sim imagens, ângulos, cenários, iluminação e tom de voz.
Na primeira eleição para presidente da república que participei, uma amiga afirmou que votaria num candidato porque o sorriso dele inspirava confiança. Naquela época, foi motivo de piada, afinal onde já se viu escolher alguém para um cargo tão importante por um motivo tosco desses ?
Nessa campanha, leva-se ao pé da letra a avaliação da qualidade da propaganda, não mais o candidato e o discurso.
Seria como avaliar a bolinha de papel que atingiu “violentamente” a “cabecinha” do Serra, como mais importante que a própria “vítima”, já que teve uma trajetória certeira !
Foi assim que os paulistas colocaram na Câmara dos Deputados, um idiota, com a alcunha de Tiririca, por considerar que é um voto de protesto, que estavam demonstrando a indignação com a falta de opção por bons candidatos. Como consequência, o energúmeno que foi questionado quanto à capacidade de simples leitura, foi convidado a participar da Comissão de Educação e agora é festejado como um parlamentar “modelo” pela assiduidade.
Não vote por protesto, vote no candidato que se identifica mais com os seus ideais, pois serão quatro anos aguentando uma turma que vai arruinar a nossa vida e ainda vai ser paga por isso, com o nosso dinheiro.
Excelente, e sintética análise. É realmente um instantâneo do que ocorre na cena nacional no momento presente. O “óbvio ululante” sem nenhuma sombra de dúvida. No entanto, por que não reagimos a este estado de coisas, simplesmente não votando nestes “alienígenas”? Até quando seremos obrigados a conviver com estas anomalias? Não faz mais nenhum sentido, em pleno século 21, vermos brotar em nossa combalida sociedade, estas ervas daninhas que só danos nos causam. Precisamos “exterminar” estas pragas com a nossa única arma que é o voto. Arregacemos as mangas e vamos à luta! E por fim, parabéns pela postagem.