Crenças

Não tenho uma religião definida.

Tenho crença que exista inteligência, muito acima de nossa compreensão, mas que não cabe em qualquer das religiões oferecidas no mercado mundial.

Tirando casamento de amigos ou outros eventos que me exijam presença, dificilmente me encontrarão em um templo.

Meu filho, prestes a fazer o vestibular, já se diz ateu. Acabou percebendo que o preconceito com pessoas que se recusam a venerar um Deus de alguma das religiões é muito maior que com outras minorias.

Segui a orientação que minha mãe me passou quando era criança, que os filhos dela seriam apresentados às religiões que ela considerasse coerentes, porém a decisão de segui-las seria deles.

Na tarde de hoje, fiz algo que gosto muito, assisti a um filme acompanhado do meu filho. Deixei que ele decidisse qual seria. Foi trocando de canal até que percebeu que estava no início de Contato, com a Jodie Foster, baseado no livro homônimo de Carl Sagan. Ele largou controle e disparou: isso é um baita filme !

Para quem não assistiu ainda, sinto muito, mas o filme trata de uma cientista que trabalha aguardando sinais de vida inteligente no espaço e acaba por fazer o Contato através de sons que codificam uma mensagem.

Paralelo à trama, um religioso (não católico), conselheiro do presidente dos EUA, na época Bill Clinton, tem um romance com a cientista, mas inicia o questionamento ciência x religião.

Surge então a beleza do pensamento de Carl Sagan ao mostrar formas de vida inteligente, muito a frente da nossa, que se comunicam com a protagonista e mostra que as civilizações do universo, de certa forma, estão interligadas há bilhões de anos, mas cuja origem dessas ligações são desconhecidas.

Como o tema é polêmico por si só, não pretendo esboçar minha argumentação defendendo um dos lados, mas esse filme nos faz pensar que a grandeza física do universo seria realmente um grande desperdício de espaço se não houver mais vida inteligente por aí.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Sagan

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