Este ano assistimos uma verdadeira guerra pela audiência durante as Olimpíadas de Londres, com o “estrelão” Galvão Bueno tendo de transmitir eventos do lado de fora dos estádios.
A Globo amargou um jogo duro da Record, nada diferente do que a primeira sempre fez com a compra de direitos de transmissão dos principais eventos esportivos.
Na década de oitenta, com a formação das grandes redes de TV no Brasil, nos finais de semana era possível escolher qual jogo de futebol assistir, bastando trocar de canal. Quem já tinha TV por assinatura, tinha canais especializados em diversas modalidades. A Bandeirantes (hoje BAND) se auto-proclamava o canal do esporte, mas quando perdeu a queda de braço com a globo, virou uma rede com baixa audiência e qualidade jornalística questionável.
De certa forma ficou claro que esse cenário monopolista não vai mudar, pois com o pay-per-view o formato se fechou mais ainda, ficando restrito aos que aceitam o modelo e se dispõem a pagar por evento.
Nada disso é novidade para nossos filhos, que vivem esse momento com naturalidade, pois nasceram com esse formato pronto.
Assistindo à reprise do encerramento das Paralímpiadas de Londres, notei que a qualidade foi muito superior ao encerramento das Olimpíadas, sem perder o brilho. Ficou claro que a globo exerceu seu poder de controle da mídia, já que este evento caiu no seu colo com o desinteresse que a record deixou patente, nem de longe se comparando à cobertura das Olimpíadas, talvez por considerar que não teria a audiência lucrativa ou apenas para demonstrar que tem de decidir pelo telespectador o que deve ser transmitido.
Sem a qualidade do HD, a Sportv3 apresentou, ainda com o ranço de locutores que falam demais, mostrou como muitos voluntários, inclusive pessoas com necessidades especiais, cresceram e criaram um cenário que encheu nossos olhos.
Me emocionei muito ao ouvir e ver a Para-orquestra.
Que imagem incrível de superação !
Obrigado por comentar.