Com o fim das olimpíadas, temos de suportar a carga de propaganda política que agora nos atinge pela internet.
Mesmo os nossos candidatos devem manter uma certa distância das redes sociais para que os seus projetos de mandato sejam levados a sério, já que a caracterização de SPAM como pejorativa, entrando no conceito da palavra em inglês.
Indo para o trabalho, me esforço para não rir da mediocridade de bonecos de madeira ou cartazes apoiados de forma frágil, sobre os gramados de praças e vias públicas. Fico torcendo para que nosso famoso vento sul faça o serviço de varrê-los.
Nos vidros dos veículos dos que já venderam barato o voto, os números de sempre, sem propostas, apenas fotos e o nome do partido, como se isso trouxesse confiança ao candidato.
Mas o que mais me causa espanto é que, nesse período, a palavra “amigo” passa representar uma espécie de passe para cargos, festas, comícios e até presentes de melhor qualidade. Em resumo, “amigo” é quem vende o voto, que aceita o que determina o partido ou coligação. Muito comum ouvir alguém ao celular: “fala meu amigo !”
Apertos de mão que nada valem, apenas uma troca de falsas gentilezas úteis, mas com data de validade.
Abraços vazios, cheios de segundas intenções e com a importância de um cenário de filme.
Consciência se desenvolve ao longo da vida, mas não tem a finalidade da comercialização.
Ideologias que comprometem mais do que constroem cidadãos responsáveis, são mais nocivas que a cabeça vazia dos alienados.
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