Adolescência ?
Não. Tempo de casado.
Somando os cinco anos de namoro, vinte e dois.
Tem gente que fala que passa rápido quando estamos nos divertindo.
Mas parece que cada minuto pode ser lembrado. Bom ou ruim.
Alguns me perguntam (os mais novos) como é possível fazer durar o relacionamento.
Outros me usam como exemplo (mau ?) para dizer que “é assim que se faz !”.
Nunca paro para pensar se já foi tempo suficiente. Nem para medir o quanto será possível.
Acredito que tenho dias difíceis, mas todos têm.
No conjunto da “obra”, percebi que são detalhes que fazem muita diferença.
São gestos.
Olhares.
Sensações.
Nada do que está escrito em livros, blogs ou nas aulas.
Ninguém ensina a conviver com a pessoa amada, isso é feito em dupla.
Cada dia vivido da forma como aceito por ambos. Nenhum calendário com desenhos ou lembretes.
Na memória, o primeiro beijo. Ah isso ninguém esquece.
O primeiro abraço, com o corpo gritando, no mais completo silêncio: te encontrei !
Minha grande companheira sempre tratou a relação como de “alma gêmea”.
Não tenho essa compreensão espiritual que a cobre de luz, sou muito primitivo, mas me conforto no calor desse amor.
Olhando com tanta gentileza para esse conceito maior de uma relação, o tempo não é nada, apenas o catalisador dessa química celestial.
Com ela ao meu lado, olhar para todos os problemas do mundo e dividir as lágrimas, torna-se possível, porque com ela sempre estou distante do que é negativo.
Já dizia um bom professor: estabilidade emocional é tudo.
Ele estava certo.
Obrigado por comentar.