Após a paternidade, experiência que muda qualquer pessoa definitivamente, comecei a estudar mais meu comportamento decorrente justamente do aprendizado que se impõe com esse ofício.
Percebi que justamente nos dias mais difíceis, seja no âmbito profissional ou financeiro, os filhos aparecem com alguma “novidade” que nem sempre nos agrada. Essa junção de fatores nos leva por vezes ao limite da paciência e, demonstrando nossos instintos mais primitivos, estouramos com as pessoas que mais amamos, como se ela estivessem ali só com essa finalidade: servir de para-raio.
Um grande conjunto de equívocos surge desse momento de conflito. Nós, em questão de segundos, entendemos que foi uma ação impensada, apesar da carga de stress imposta, não justificando o nível atingido. Deles que não entendem como um singular questionamento geraria essa bola de neve de sentimentos negativos.
Ao final dessa interminável avaliação, percebi que é muito fácil estourar e magoar. Simples mesmo, basta levantar a voz, manter o semblante cerrado e demonstrar insatisfação por certo tempo. Mas para fazê-los sorrir pode ser o mesmo que montar um quebra-cabeças com mais de duas mil peças. Exige habilidade, experiência, muita calma e principalmente amor.
Brinco com os colegas de trabalho que precisamos frequentemente “investir nas relações”. Por si só a frase tira risos deles e até é motivo de chacota. Mas já é um ato positivo, que traz ao ambiente profissional a lembrança que é com pessoas que lidamos o tempo todo, apesar da companhia dos computadores e celulares é com elas que trocamos mensagens, para elas escrevemos blogs, por elas que há toda uma infraestrutura de dados interligada chamada internet.
No frio ambiente de TI há um número considerável de pessoas que sentem que as expectativas de usuários e clientes são voltadas para sistemas e equipamentos, mas jamais foram infelizes ao dirigir-se a eles de forma educada e respeitosa.
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