Releembrando o que temos de “futuro”

idademediaQuando ainda vivíamos sob o comando explícito de bancos e corporações, no início da década de oitenta, alguns teimosos chamavam de reabertura pois consideravam que o regime militar estava em distensão, o governo caiu no colo de uma raposa política do Maranhão, José Sarney (que o genial Millôr chamava de Sir Ney), eleito indiretamente vice de Tancredo Neves (avô do nariz de platina), assumiu por cinco anos sem que a Constituição Federal lhe desse amparo para este jogo do poder, pois deveriam ter sido convocadas novas eleições. Foi o início da chamada “nova república”, era das inserções constantes na TV, a mídia da época, sempre iniciando com “Brasileiras e brasileiros,…”

Seguindo o que já praticava a “maior democracia do mundo” e principal financiadora, sustentadora e administradora dos golpes na América Latina, surgiu a figura do lobista que circulava livremente pelos corredores do Congresso Nacional, cooptando figuras pouco ilustres, mas sedentas, vendendo as benesses e facilidades de grandes corporações (antigamente denominadas multinacionais), cujo princípio nada mais foi que o da oferta e consequente aceitação da “propina”.

Nunca mais teríamos uma reversão deste cenário, pois as empresas montaram seus esquemas bilionários e criaram estes monstros que hoje habitam o parlamento sem pudor e sem propósito público.

Acenou-se com uma mudança, em oposição ao que fez a suprema corte estadunidense, proibindo o financiamento de campanha privado advindo de empresas, com a intenção clara de evitar que o lobby determinasse o resultado de votações de PL’s importantes.

Mas com o Cunha como presidente e depois, mesmo estando “preso”, continua indicando aliados no atual governo do Mordomo. O parlamentar cassado não é nada mais que um chato para o pessoal da PF que é obrigado a conviver com nefasta criatura. Continua definindo até quem vai para o STF, denunciando que o envolvimento da estrutura dos três poderes é mais íntima do que vende a mídia.

Desde 1965, a mídia quem sustenta as falácias do governo que lhe é conveniente e a sobrecarga de denuncismo (ainda que não sejam baseados em fatos) contra os que não lhe são afetos.

Uma concessão pública dada pelos grupos que comandaram o golpe de 64 deu à Rede Globo uma ascensão inimaginável para um grupo que não tinha condições técnicas de superar a então poderosa Rede Tupi (faliu no final da década de setenta).

Olhando para o Congresso de hoje, comparando com o de 1985, quando Maluf disputou a presidência, não há diferença, apenas que o cidadão se entendesse como mais informado, porém ele está muito mais “enganado” pela aparente normalidade imposta pelo noticiário de fachada que não é “censurado”, mas direcionado pelos interesses dos barões da mídia que são gratos ao capital, ao lucro e seus interesses mais sórdidos.

Não é necessária pesquisa no Google para entender quem elege ou derruba presidentes, basta seguir o dinheiro.

Da prefeitura à presidência da República, na maioria, são membros da sociedade secreta.

Obrigado por comentar.

Site criado pelo WordPress.com.

Acima ↑