Os EUA e nós

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Venceu o bilionário.

Para não haver interpretação inversa, o considero uma das figuras mais abjetas e ignorantes.

Com uma cobertura séria e engajada por parte do jornalista investigativo Greg Palast, muitos votos foram descartados nos cantões mais conservadores pela origem étnica por qualquer desculpa pelos fiscais de urna. Esta denúncia vem sendo veiculada na internet, pois a mídia não da espaço ao que não lhe interessa, ainda que seja a verdade. Na maior democracia do planeta, os votos de negros e pobres é descartado, não é obrigatório, muito menos direto.

Clinton, enquanto agiu como Secretária de Estado de Barack Obama, ordenou muitos massacres em países que foram invadidos por não se alinharem com os interesses econômicos estadunidenses ou, pior, para trazer o cenário de democracia, mas de forma ostensiva, com bombardeios em áreas civis. Uma dessas áreas, claramente identificadas em documentos enviados à ONU e embaixadas, foram instalações do Médico Sem Fronteiras. Uma foto aérea provou que nada ao redor foi afetado, apenas esta estrutura que da algum apoio médico em áreas de conflito.

Ela sofreu pesada crítica após a inundação de informações sobre e-mails trocado com corporações que a financiaram na campanha à Casa Branca. Parte da mídia ultra-conservadora não perdoou e, sem admitir que as denúncias partiram do Wikileaks, miraram os dedos para a candidata.

Bernard Sanders, por ser do mesmo partido, o Democrata, teve de apoiá-la, mas não jogou a toalha quando o tema envolvia o interesse do grande capital, como é o caso da Monsanto, agora unida à Bayer.

Ela preferiu continuar azeitando suas relações nada publicáveis com as estruturas de poder, com as bençãos da Suprema Corte que decidiu que não há limite para o financiamento de campanhas por parte de corporações, ainda que seja uma clara orientação de interesses, oficializando a estrutura lobista.

Ela mandou espionar Dilma e Angela. Aqui a presidente foi derrubada, lá não aconteceu o mesmo, pois a União Europeia não permitiu.

Durante os dois mandatos de Obama, Clinton foi figura mais que escrutinada, pois todos sabiam que seria a candidata natural para suceder o primeiro presidente negro.

Temos um mundo que se torna mais conservador, homofóbico, misógino, xenofóbico, fundamentalista e racista, pois não seria os EUA a fugir da curva e se omitiria de ser o líder deste processo que atira o mundo no cenário medieval.

Teremos o muro prometido pelo empresário, mais conflitos em áreas petrolíferas, menos no Brasil, afinal, aqui o Serra entrega de bandeja, basta acenar-lhe com a gorjeta e depositá-la na Suíça.

Em resumo, o dinheiro do Trump, somado ao dos Koch Brothers, definiu o que o mundo capitalista será nos próximos anos.

Com Clinton ou Trump, os EUA meteriam seus dentes nas áreas de interesse geopolítico, a diferença é que a primeira nunca defendeu o interesse dos cidadãos e tentou esconder a outra face, o segundo sempre falou demais, sofre de sinceridade que o expõe, mas ele é bilionário, não está nem aí para o que o resto do mundo pensa.

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