Uma conta que ninguém quer pagar

“Patridiotas”, empunharam bandeiras e bradaram lemas centenários criados nas mentes mais conservadoras do século passado.

Imbuídos de falso civismo, incorporam o nacionalismo como algo positivo e tomaram os espaços públicos trajados de verde e amarelo, supostamente, as cores de destaque da bandeira brasileira, mas ouvem líderes “apolíticos” que vomitam a cartilha dos conservadores estadunidenses, mais especificamente, a mesma que tomou os conselhos de educação de cidades pequenas do interior dos EUA, propondo escolas mais “seletivas” e mudanças de locais de escolas, deixando os de baixa renda no mesmo grupo social e alterando regras para limitar o acesso aos que detém poder aquisitivo maior.

Lá houve reação, começou nas escolas, com os estudantes, professores e pais, engajados, mudaram os conselhos de educação (que são eleitos) e detectaram a presença de membros orientados pelos Koch Brothers.

Lá, como cá, a imprensa não deu o devido destaque para uma fantástica reação popular, algo inesperado na “maior democracia do mundo”, supondo que a liberdade de imprensa seria uma característica mínima ao jornalismo de primeiro-mundo.

Uma tresloucada com uma bíblia na mão e uma imagem esculpida se apresentou como “salvadora da pátria” e se “desculpou” com a representante do voto de 2014, alegando estar “garantindo o futuro do país” com uma das peças jurídicas mais medíocres já apresentadas em uma farsa transmitida ao vivo pela maior rede de comunicação privada, que se utiliza de uma concessão pública, para manipular a opinião de seus telespectadores crédulos.

Desmascarada, inclusive pelos poucos jornalistas sérios que sobraram nas redações dos jornalões, segue despejando asneiras nas redes sociais, ganhando prestígio como o juiz da “república do Paraná”.

Kassab, aquele que, restrito ao circo político de SP, era duro crítico do governo Lula, criou um partido “novo” com velhos do PFL/DEM, espalhou assinaturas de adesão falsas, também denunciadas, mas ignoradas pela grande mídia, suicidou o próprio organizador das “contas do partido” que surgia. Assumiu ministério no governo Dilma, após o “novo” PSD aderir à base do governo. Empregou os “amigos”, distribuiu verba para os “chegados”, enfim, locupletou-se como porco na lama. Marina espumava, pois não conseguia assinaturas suficientes para montar a Rede (do Itaú). Iniciado o segundo mandato da Dilma, Kassab já estava na cúpula que tramou o golpe e deu todo o respaldo no Congresso para que o “novo” partido fosse peça fundamental para a farsa.

Panelas batidas para qualquer associação do nome de Lula com o que se decidiu ser crime a partir de então. Mais panelas para pronunciamentos.

O país se dividiu em nós e eles.

Consolidado o golpe e as perseguições políticas, surge a verdadeira face (muito bem conhecida no meio político) do Mordomo GOLPISTA, exigindo sacrifícios, aumentando os juros no primeiro dia de mandato interino e assim o manteve.

Apoiado de A a Z pelo tucanato, já começa a ser fritado pela Rede Globo que sabe que o Mordomo foi apenas uma peça importante para o golpe, tomando corpo o golpe dentro do golpe, alçando FHC, o “probo”, ao status de “única saída viável para a situação de caos”.

O papo do Jucá, amplamente divulgado, sobre a importância do golpe para livrar o bando da cana, foi redondamente ignorado, inclusive pelo eleitor que ainda deu voto ao PMDB e, fatalmente, ao PSDB.

Cunha é encarcerado, para acalmar os ânimos, pois foi exposto demais e já não é tão importante ao segundo turno do golpe. Mas o Dr. “Dantas” estabelece que não há motivos para mantê-lo assim (que bonito gesto de gratidão com quem o entende tão bem).

Seguem as pretensões do Jucá, impondo, além do golpe parlamentar, o parlamentarismo que elegerá o presidente da República em 2017 de forma indireta, por aquele amontoado de lixo humano que chamam de parlamentares.

O capítulo final da novela mexicana se aproxima, o horizonte o denuncia.

Seguem as ocupações de valorosos estudantes de escolas que lhes pertencem, são públicas, opondo-se à PEC 55 no Senado. De forma bandida, a mídia os coloca como problemas, quando são a solução. Reprimidos violentamente, mais silêncio do jornalismo de fachada, das redações censuradas, que despeja nas ruas profissionais que não lhe servem mais, até aqueles que foram colaboracionistas, escreveram o golpe com a palavra impeachment, nas manchetes.

Esta conta de aumentos que se seguiram ao golpe, dos que urdiram e o executaram, vai para os cofres públicos, na forma de enorme rombo de mais de 50 bilhões.

Uma resumo da nova mentalidade:

“Em discurso na abertura do encontro nacional dos magistrados estaduais, realizado nesta quinta-feira (3), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski defendeu que os juízes do país não tenham vergonha de reivindicar reajustes salariais. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.”

Pergunto aos camisas amarelas: vão pagar com cartão ou dinheiro ?

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