Está feito o estrago

Já lá se vão cinquenta e um anos do primeiro de abril de 1964.

Naquele tempo, nada de internet, a comunicação se dava, basicamente, pelo papel impresso ou rádio AM.

Cada discurso ouvido no rádio fazia o cidadão ter sua imaginação estimulada de como seria a face do governante, quem seria o grupo que tomou de assalto Brasília com tanques e se espalhou pelo país.

Marchas, protestos e a “ameaça” que João Goulart fizesse as prometidas mudanças sociais que o brasileiro precisava, não as impostas por empresários e banqueiros, apoiados por generais, mas o da reforma agrária, do desenvolvimento do país com distribuição de rende. Foi derrubado, exilou-se. Tudo narrado nas rádios, a maioria pró-golpe, afinal pertenciam às famílias que haviam financiado a ação de tomada do poder no braço, com o apoio estratégico dos EUA (isto é história, documentado e revelado, não é teoria da conspiração).

Cinco anos após, este governo totalitário que dissolveu o Congresso Nacional, retirou direitos civis e estabeleceu um regime de terror com os que não se alinhavam ao regime, foi decretado o AI-5.

Intensificaram os trabalhos de tortura para garantir que ninguém trama-se contra o governo dos militares (banqueiros na realidade), muitas famílias de brasileiros honrados foram desfeitas e seus membros assassinados nos porões do DOI-CODI.

Serra fugiu vestido de mulher. Agora é o ministro biônico das Relações Exteriores (com os EUA apenas).

Anos setenta, o tal “milagre brasileiro” maquiou indicadores econômicos, falsamente mostrando um país do “futuro” (que país é este ?)

Anistia do Geisel, o general bonzinho, seguido pelo general dos cavalos, frustração com diretas já, Tancredo, Sarney, Collor, Itamar, FHC, Lula e Dilma.

Em 2016, ano que deveria haver maturidade democrática, direitos garantidos pela Constituição Federal, mas não foi bem assim, o poder foi tomado pelo grupo que fingia ser contra a corrupção, mas eles eram os atores do filme que criticavam, o diretor e produtor também eram da gangue.

Impedimento patrocinado pelo interesse do capital internacional, movimentos reacionários alimentados pelo Koch Brothers, financiadores conhecidos de ditaduras de direita, mídia assumidamente de direita faz um trabalho incansável de desconstrução (tive de usar o termo) de um governo popular, legitimamente eleito e tornado o demônio culpado por “tudo que está aí”.

Assumido o caráter do golpe e seu maior objetivo: destruir a carreira política do Lula, derrubar a presidente eleita e jogar sal sobre o que sobrou do PT.

No dia seguinte: um ministério oposto ao que se chamaria de honesto.

Brasília foi tomada de assalto. Ministérios voltaram a ser latifúndios e seus chefes são donos do patrimônio público.

Tudo que se refira a garantias individuais, direitos humanos, combate ao racismo, pobreza e homofobia, deixam de ser prioridade e as pastas sumariamente extintas.

Um porta de cadeia legítimo, do PCC e do Cunha, está ministro da justiça.

Se este cenário não o assustou, pare de ler este tipo de texto, seu cérebro fritou e não há cura.

Definitivamente, nosso país não é para amadores.

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