Chegamos na rampa de acesso, confirmado que era ali que subiríamos ao portão correto.
Uma grande confusão, pois não havia uma fila, buscamos o final dela, mas era só um amontoado de fãs, sob a sombra da rampa, num calor estranho após tantos meses de chuva.
Gente de todas as idades, mas a maioria já batia na casa dos quarenta, o que me deixou mais tranquilo.
Começa o coro de “abre, abre, abre,,,”
Depois de meia-hora de atraso da prometida liberação para dezessete horas, eis que começa o processo de revista e liberação, com os primeiros dando gritos e fazendo selfies na rampa.
Mochila com capa de chuva, duas câmeras e a revista foi bem light, algo como, tudo bem, pode passar.
Deixei minha câmera boa no hotel, bem como a filmadora, arrependimento misturado com felicidade de subir a rampa.
Primeira falha da organização, poucas pessoas para dar informações, com camisetas verdes que diziam: posso ajudá-lo ?
Foram treinados mais para dizer “não sei, mas não é aqui” do que “siga naquela direção até o portão do seu ingresso”.
Como um velho hábito, tivemos de procurar fim da fila dos portões K M ou O, com a dúvida se meia-entrada seria no mesmo portão, mas isto um camisa verde nos informou que não teria diferença.
Paramos na fila M, mas ela parecia interminável, ainda que utilizava a lógica de ir até o extremo do muro, depois noventa graus para continuar.
Curioso, pedi à minha esposa que ficasse na fila que iria ver como estavam as outras.
Maravilha a fila O estava muito menor, apesar de estar fazendo um caracol que se fechava, como o da quadrilha da festa junina…
Mudamos de fila.
Com toda a provável confusão que iria acontecer, pois duas filas que iriam para o mesmo portão ficaram em paralelo, bastando que um distraído desse um passo fora do demarcado, para que a mesclagem inevitável acontecesse. E aconteceu.
Alguns perceberam que um grupo que chegou bem depois, estava na fila muito a frente. Houve uns gritos de “sacanagem”, “bagunça”, “só no Brasil”, “este é o Brasil”,…
Aos que estavam ao meu lado, sugeri: pagamos caro, estamos entrando, logo estaremos acomodados, vamos colaborar uns com os outros ao invés de nos revoltarmos com a falta de organização aqui fora. A maioria entendeu, mas um abobado abriu os braços, inclusive empurrando minha esposa para trás e disse: ninguém vai passar na minha frente!
Todos olharam para ele e, com pena, deixaram ele viver aquele momento fantasioso de controle da fila.
Na catraca uma simpática atendente nos recebeu com um sorriso, conferiu os ingressos e desejou um excelente show.
Lá dentro, o deslumbre de um estádio bonito e novo, banheiros com fácil acesso, fila de novo para o caixa, mas as cadeiras nos aguardavam com liberdade para escolher o melhor ângulo de visão.
Tentei acessar a área do gramado (pista), conversando com o segurança, para tentar uma foto de frente do palco, mas não tive argumentação suficiente para convencê-lo, bem como destaco que ele foi extremamente polido.
Sentamos na área leste, ou seja, com o sol nos acertando em cheio, mas quem disse que isto era um problema ?
Tradicionais avaliações de quais lugares seriam melhores da próxima vez, visto que o telão ficava bloqueado pelo pano preto do palco, mas até a bateria estava completamente visível. Lamentei que o Jon Carin ficou oculto, só o vi pelo telão, quando cantou.
Fim de tarde belíssimo, temperatura agradável, o calor deu lugar a uma aragem perfeita e, ela, a lua se apresentava para dar um ar ainda mais belo à noite que se avizinhava.
Duas fatias de pizza e muita água para esperar por mais duas horas e meia.
Fotos, busca inútil por conhecidos nas arquibancadas.
Estávamos feito duas crianças que haviam esperado muito para ver um show com mais uma parte da trilha sonora de nossa vida.


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