Difícil escapar de comparações com nossa adolescência e início de vida adulta, pois é nossa referência.
Quando fui ao baile de formatura do ensino médio do meu filho (outra coisa que não existia na minha época), imaginei que haveria muita gente, familiares que gostam de dançar e realmente curtem bailes, não escapando da curiosidade de como os jovens enfrentam o início das liberdades características dos dezoito anos, como se fosse a abertura em um “muro” de possibilidades que os impediam de fazer o que desse na cabeça.
Percebi, de cara, que os desafios eram os mesmos, como tentar encontrar um par do sexo oposto (hoje em dia temos de deixar claro) disposto a enfrentar a festa sem necessidade de longos discursos de convencimento, muito menos exibições acrobáticas de dança, etc.
Uma diferença era gritante: o número de meninas é muito maior na atualidade.
Novo questionamento: como eles se comportam com as bebidas alcoólicas, visto que muitos já atingiram a maioridade e teriam carona com os familiares para casa ?
Há décadas, os bailes de formatura são os mesmos, com o bar lotado, filas nos banheiros e gente bebendo mais do que cabe.
Porém o foco da minha avaliação foi o uso de energéticos.
Vi, e não foram poucos, jovens comprando garrafas de vodka e uísque (no meu tempo eram doses), mas com várias latas de energético empilhadas nas mãos, como se a bebida principal fosse isso.
Conversando com médicos de diversas especialidades, foram unânimes: um perigo, acelerando rapidamente os batimentos cardíacos, criando a sensação que pode tomar mais bebida alcoólica sem perceber os efeitos no cérebro, bem como trazendo ao órgão um desgaste extremo. Em resumo, é uma irresponsabilidade que algo que seja oferecido em propagandas em horário nobre, bem como, em diversos eventos ESPORTIVOS, como algo que TE DA ASAS!
Postos de combustíveis os vendem em profusão nas lojas de conveniência.
Bares o oferecem como um brinde a cada X garrafas de de cerveja consumidas.
O marketing pesado que estas empresas fazem é comparável à indústria do tabaco até a década de noventa, quando começaram a recuar por força de leis aprovadas para reduzir a prática do tabagismo, visto que se tornou um problema sério de saúde pública.
Os índices oficiais do Ministério da Saúde foram determinantes ao mostrar quantos cidadãos morrem em decorrência do tabagismo.
Agora, o energético toma a forma do produto socialmente aceito, aliado ao álcool, como algo que traz status ao consumidor jovem, correndo o risco de desenvolver doenças cardíacas antes dos vinte e cinco anos.
Não me cabe fazer uma avaliação médica do consumo exagerado de energéticos, até porque não atuo na área e posso estar criando um devaneio crítico, mas é impossível não ficar chocado com este consumismo absurdo de uma substância tão nefasta quanto drogas de maior poder viciante.
Teremos de alimentar décadas de números negativos de óbitos decorrentes do consumo desta praga, para podermos ter uma política que coíba fortemente este tipo de bebida catalisadora ?
Espero que não seja mais um resultado negativo da passividade.
Caro Amigo Joaquim,
flagrei em 26/06/2012 cfme foto e link do face em acima, a distribuição gratuita de red bull para “CRIANÇAS” e adolescentes na pista de skate do Iguatemi santa mônica. Não acreditando que fosse legal, liguei para a Polícia. E a resposta é que é liberado. Não há proibição.
E como diz o Daza…”esse é o país da sacanagem, é o país da p…, prá vender cerveja….” …”vendendo sexo a qqr idade”
DESANIMANTE!!!!!
Exatamente o que eu digo, amigo Saulo, a porteira fica aberta para todo tipo de sacanagem entrar, depois que algo começa a feder, então irão “pesquisar” para avaliar os malefícios do consumo absurdo desta verdadeira m…
Porra não tem mais lança? [?]
É o lança perfume da era moderna, mata tão rápido quanto.