
Não é complicado criar grupos e fazer com que pessoas com interesses comuns se reúnam.
Mas é praticamente impossível manter os mesmos membros durante muito tempo, pois aparecem as diferenças e elas se tornam maiores que o motivo que justificou a criação do grupo.
Lidar com essas diferenças e superá-las é o grande desafio, não apenas manter uma rotina de reuniões e discussões.
Fatos que levam um membro a desistir de estar com pessoas que compartilham de ideias semelhantes, geram um relativo sofrimento para quem se afasta, o grupo parece ter uma proteção natural para absorver as perdas como se fossem naturais.
Uma palavra mal colocada, um gesto inadequado, uma postura mais firme, qualquer detalhe pode causar a necessidade de desligamento, não há uma fórmula que explicite que um ou outro tornará o ambiente insuportável.
Os grupos familiares, ainda que tragam os laços de sangue como o fator principal, também são afetados por esse dilema.
Amigos que se encontram semanalmente para a pelada por trinta anos não são imunes, afetados pela rotatividade, pois os filhos passam a fazer parte e mudam consideravelmente os objetivos iniciais.
Cíclico, contínuo e inevitável, um movimento que não pode ser parado, evasivo, porém necessário para o amadurecimento.
Obrigado por comentar.