Conheço muita gente que não sai de casa sem antes, fazer o sinal da cruz, usar uma peça de roupa “da sorte”, perguntar para a mãe o que deve acontecer com o clima naquele dia, ler o horóscopo, ouvir as notícias, assistir ao programa que começa seis da manhã.
Outros se habituaram a deixar os acontecimentos do dia montarem a história de suas vidas, um de cada vez.
Me enquadro no segundo grupo, para chegar ao final da jornada com uma avaliação sobre como foi a evolução das relações.
Beirando meio século, já não tenho a capacidade de observação de um adolescente, muito menos a agilidade para captar toda a informação que nos despejam na velocidade da luz.
Preocupado fico, com as coisas que não vemos, que quando aparecem, foram urdidas há anos numa mente talhada para a maldade. São sorrateiras, mudam para se beneficiar e tornar o resultado mais abrangente.
Minha sogra não sobe sozinha no segundo piso da própria casa à noite, pois tem medo das “almas”. Quando precisa, chama um de nós para deixá-la segura.
Fico com o conselho da minha mãe, que dizia para não temer os mortos, pois estes não nos atrapalham, mas sim os vivos.
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