Fotografo como um amador, não tenho equipamento, faço pelo puro prazer de ver o resultado de estar em determinado local, quase sempre da Ilha. Diria que é até uma ousadia publicar minhas fotos, quando as comparo com aqueles que o fazem por ofício.
Este blog é escrito da mesma forma, o faço para dar vazão aos pensamentos que se acumulam.
O termo amador, suponho, deve ter sido cunhado com a intenção não de conseguir uma qualificação aos amadores, mas uma clara distinção dos profissionais, aqueles que ganham a vida com isso.
No caso da fotografia, creio ser bem provável que exista um “amador” apaixonado em cada profissional, pois não é só pelo retorno financeiro que os bons fotógrafos trabalham sob sol, chuva, vento, etc.
Para escrever aqui, me apoio no mestre Millôr que escrevia: “Livre pensar, é só pensar”.
Profissionais versus amadores geram embates acalorados em diversas atividades, pois a diferença entre fazer certo ou errado pode salvar vidas, arruinar financeiramente, ruir uma morada ou, pior, roubar a felicidade.
Na música, no Brasil, parece não haver muita distinção, pois ouvimos amadorismo patrocinado pela mídia de forma exaustiva e de gosto muito duvidoso. Antigamente, muito antigamente, havia a “moda”, passageira e que se esgotava num período máximo de três anos. Nesta década inteira, o sertanejo ruim, o pagode péssimo e, o gospel, tomaram conta de grupos de comunicação, invadiram a internet, se tornaram fonte de renda inesgotável para produtores musicais que não prezam mais pela qualidade, mas pelo valor comercial de cada grupo e qual o retorno numa década.
Com a internet, as músicas estão disponíveis, basta curiosidade para baixá-las.
Alguns comemoram que a péssima qualidade vocal de alguns é suficiente para encerrar a carreira, mas outros insistem em lançar “obras” piores que as que os tornaram “famosos”. Que falta fazem os profissionais!
Não escrevo sobre saudosismo, pelo contrário, tento ouvir algo novo que realmente seja digno de um elogio, mas há muito tempo está difícil, mesmo no ambiente alternativo, no mundo indie.
Toda a criação é amadora, mas sem um profissional para por em prática e expor ao mundo, não passa de uma ideia que ficou guardada.
Que se valorize os bons profissionais.
Obrigado por comentar.