Florianópolis foi uma cidade que nos permitia caminhar qualquer hora por bairros ou Centro, sem qualquer preocupação com a segurança.
Uma vantagem que atraiu muitos cidadãos de outros estados e acabou por mudar esta realidade.
Para os estudiosos da ocupação urbana no final do século vinte, seria uma tendência natural o crescimento populacional de capitais brasileiras.
Sem entrar no mérito de uma ilha que recebeu mais humanos do que comporta, faço menção ao caminhar descompromissado.
Era possível ir de um bairro a outro sem percalços ou locais marcados como intransponíveis.
Tinha meus catorze anos e, raramente pegava ônibus, para economizar, caminhava muito. Meu melhor amigo costumava me criticar pelo hábito de querer caminhar o tempo todo.
Era uma aventura, sem o medo da violência urbana.
Ir para o Centro pela ponte Hercílio Luz à noite, voltando de madrugada não era um desafio, mas uma chance de vislumbrar a ilha e o continente.
No verão, férias escolares, época de encontrar os amigos em frente às casas, sentados nos muros baixos (não havia cercas altas, muito menos eletrificadas).
Atualmente, caminhar é uma obrigação saudável, recomendada por médicos.
Naquele tempo era algo feito com prazer, sem a menor ideia que era bom para a saúde.
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