Algumas pessoas lidam bem com esperas prolongadas.
Outras preferem “morrer” de véspera.
Tudo no tempo certo, como dizia meu pai.
Já assisti muitas histórias desde o improvável início, o impossível desenrolar e o óbvio final.
Em todas elas há algo de comum, o que torna a história incômoda é o nível de ansiedade depositado pelos personagens, já que há uma carga de drama, descontrole emocional, incapacidade de ver o cenário completo, pior, enxergar só o que está fora do lugar.
Mesmo que tenha adquirido a fama de cabeça quente, pavio curto e destemperado, títulos obtidos por familiares e amigos chegados, creio que foi justamente a paciência para aguardar o andamento da “novela” que me trouxe capacidade para absorver a experiência e evitar alguns percalços futuros.
Dizer que tudo foi aprendido com a biblioteca formada pela vivência seria pura pretensão. Mas não se dar ao trabalho de consultar os alfarrábios mentais é burrice.
De todos, o pior sentimento é o de começar a assistir algo que já testemunhamos como uma história sem final feliz.
O grande salto evolutivo está em ter a certeza que alguns fatos se repetem, mas nenhum final está escrito.
Obrigado por comentar.