Coqueiros tem mudado muito na última década.
Prédios tomaram conta da antiga paisagem que nos presenteava com um anoitecer belíssimo, mas a exemplo de Balneário Camboriú, construções com muitos andares estão poluindo visualmente todo o continente, o que ocorre também com o Estreito.
Uma das “vítimas” dessa especulação imobiliária voraz é a tradicional locadora CVC.
Qual o motivo de tanto sucesso do negócio, uma vez que concorre com a grande rede Videoteca ?
Todos os clientes têm a resposta na ponta da língua: o atendimento da Bei e da Fátima.
Quem é cliente há muito tempo, tinha a facilidade do vídeo-cheque, que tornava a locação muito barata e interessante.
Alguns até reclamavam que era difícil pegar os lançamentos, mas era só questão de não ser afobado que valia a pena.
Fora a gentileza de podermos nos inscrever para ganhar os cartazes de filmes que nos marcavam. Impensável nas grandes redes, que preferem jogar fora a dar-se a gentileza com os bons clientes.
Estava torcendo para que as proprietárias mudassem de ideia, que montassem o negócio em outro local, mas não há muita perspectiva que aconteça.
Assumo o total saudosismo dos bairros residenciais de Florianópolis, mas os antigos proprietários de imóveis no continente estão atingindo uma idade avançada e a maioria já partiu, deixando aos herdeiros a responsabilidade de mantê-los ou, como quase sempre ocorre, os vendem para construtoras, visto que a segurança se tornou um problema crônico, obrigando a maioria a buscar em apartamentos um pouco mais de tranquilidade.
Na rua Santo Saraiva, no Estreito, a banca de revistas resiste bravamente, mas a CVC de Coqueiros sucumbiu.


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