Para ficar indignado, basta abrir os olhos pela manhã e começar a pensar.
Ligo a TV, crimes, roubos, guerras, bombardeios, religiosos pedófilos, etc.
Olho para a embalagem de leite: medo.
Um suco, mas só o natural, porque a maior empresa de sucos processados do mundo não controla a qualidade do produto e sabe-se lá o que vou encontrar dentro de uma embalagem hermeticamente selada.
Ligo o computador, facebook, email, twitter, uma série de bobagens e algumas informações úteis.
Um telefonema, notícias estranhas, ideias sem fundamento, picuinhas e fofocas.
Chega !
Não vejo a hora de começar a trabalhar, porque o trabalho enobrece a alma, faz o país crescer !
Será ?
Claro que a ocupação advinda do trabalho é importante para desenvolvermos nosso intelecto e tornarmos nossas vidas em algo minimamente útil.
Se levarmos em consideração que a maior parte do trajeto até o trabalho é por um trânsito de desrespeito, infrações, falta de infraestrutura e ainda toma boa parte do dia, chegamos à brilhante conclusão que a soma de tudo que acontece entre o abrir e fechar dos olhos, no período de um dia, é mais que suficiente para nos adoecer e criar algum tipo de sequela.
Uma caminhada, conversa com os filhos, um filme, namorar ou ainda brincar, podem trazê-lo de volta ao “projeto” original, que era ser feliz.
Não tem receita, mas é melhor fazer mais coisas que dão prazer do que as estressantes, se o plano era ter alguma qualidade de vida, na pior das hipóteses, uma vida mais simples.
Se indignar é manter a mente alerta para o que é errado. Parar de se indignar é aceitar a passividade.
Por isso que continuo a ser criança!