Intolerância (de novo)

Está por toda parte.

Mas antigamente a intolerância religiosa era algo em franca extinção, as etnias passaram a se aceitar, as diferenças não causavam estranheza.

Nos dias atuais não há limites para que o fundamentalismo religioso aponte suas armas e apareça com discursos cada vez mais radicais e inoportunos, bem como incentivando o ódio às minorias.

Quem conhece a história, sabe que esses movimentos podem ser cíclicos, porém dão sinais de evolução intelectual e respeito aos preceitos do estado de direito, pelo menos a partir do século vinte.

Lemos que na década de sessenta, os ditos democráticos estadunidenses eram extremamente duros com as minorias raciais e idealizaram leis locais absurdas de segregação.

Hoje vivemos a era de um presidente negro da gigante capitalista e racista. Mas por que diabos isso não melhorou o estado das coisas no resto do mundo ? Mesmo nos Estados Unidos, esta onda de ataques contra escolas com pessoas armadas, literalmente, até os dentes, demonstra o quanto estamos involuindo, de como há falta de intelecto por trás de ações encharcadas de dolo e planejamento vil.

No Brasil assistimos pastores evangélicos fazendo discursos abertamente segregacionistas usando a bíblia como inspiração.

Não que no passado, outros mentecaptos já não tenham cometidos crimes monstruosos por conta de escritos atribuídos a personagens da história que jamais fizeram menção, mas que tiveram atos criados durante a idade média como forma de controle e punição daqueles que se opuseram ao laço indissolúvel (na época) do clero e governo.

Chegamos então ao ponto: estado laico.

Desprovido das amarras divinas, seja de que religião for, o estado de direito é gerido seguindo os ditames da carta magna, mas não de uma citação bíblica ou de qualquer outra publicação com fundamento religioso.

Mas no nosso país houve, nos último trinta anos, o crescimento de uma bancada parlamentar intrinsecamente unida aos preceitos religiosos, pois suas campanhas são financiadas com os fundos erguidos com dízimos e outras formas de arrecadação, deixando de seguir orientações jurídicas e práticas comuns da sociedade moderna, para apresentar projetos de lei racistas, homofóbicos e, mais temerário, isentando de impostos e deixando de fiscalizar estas verdadeiras organizações paralelas que administram verdadeiras fortunas.

Como resultado, temos discussões acaloradas, não sobre educação, saúde, saneamento básico e segurança, mas sim lutas por espaços que cada grupo representado no congresso que esteja, de certa forma, incomodando os demais.

Deixam de representar estados e a república, para carregar símbolos religiosos como se estivessem em uma cruzada!

Torna-se óbvio que a mídia seria a grande aliada do povo se apresentasse um mínimo de isenção, mas é tomada por patrocínios que geram aportes generosos para seus cofres, direcionando o próprio noticiário para mascarar a forma manipuladora como alguns líderes religiosos comandam a “orquestra” em Brasília, no Congresso Nacional, bem como na gestão de instituições que recebem administradores indicados por estas bancadas, digamos, tendenciosas.

Vai meu alerta que não milito por qualquer partido político, apesar de não esconder meu voto, mas creio que seja de que lado venha, esquerda ou direita (no Brasil, quase a mesma coisa), o uso do fundamentalismo para ditar regras para o país nos joga na vala comum das criticadas nações comandadas por radicais religiosos, isolados da realidade e ditadores por natureza em nome de algum Deus que “corrobora os atos” deles.

Estimular o ódio e a intolerância só nos torna menores, mais fracos e próximos de cometer verdadeiros crimes contra a humanidade.

Na história, temos exemplos de sobra de que este não é o melhor caminho.

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