Durante muito tempo percebi que temos este estoque infinito de maldade sendo preparada dentro de nossas consciências, resultantes de decepções, tristeza, contrariedade, etc.
Desenvolver esse “material” como se reciclável fosse, na realidade é o verdadeiro lixo que carregamos durante décadas, por vezes uma vida, sem que haja explicação mínima e razoável para que esse pacote se arraste e nos pese.
Também notei que muitos ficam como que ruminando essa massa de maldade, de forma a tornar-se mais digerível.
Outros fazem um trabalho eficiente ao não deixar acumular os maus sentimentos, aprendendo e seguindo em frente, deixando para trás.
Neste ponto é que o FDP faz uso desta maldade como moeda de troca contra os que odeia.
Descarregar esses “passageiros”, como gostam de ilustrar os espiritistas, nada mais é que continuar o caminho sem apego ou sentimento de perda com o que já não faz mais parte de nossas vidas.
Não me refiro a deixar amizades ou desligar-se de parentes, refiro-me exclusivamente aos sentimentos que alguns fatos da vida nos fazem marcar fundo na memória.
Trata-se de trabalho hercúleo, principalmente aos que já se habituaram a arrastar a carga, mas uma vez estando disposto é só começar a jogar fora primeiro o que tem menor valor, para um dia se livrar do maior peso e andar muito mais leve.
Tudo isso nada mais é que o custo da passividade.
Obrigado por comentar.