Não é algo que se resolva com uma conversa ou pensamento.
Leva tempo, mas não tem partida garantida.
Pessoas, lugares ou momentos, nos acompanham. Ainda que distantes, não mudas a forma como vivemos aquele passado privado.
Observando meus semelhantes, noto que a maioria não lida muito bem com o tema, pois parecem sofrer e são raros os que contém as lágrimas quase obrigatórias.
Sentimento inato, a saudade nos ensina a valorizar detalhes que foram ignorados com a maior naturalidade, mas que mostraram que tempo tem seu preço, por omissão ou decisão equivocada.
Por isso é tão difícil explicar para outra pessoa qual o motivo dela, pois teria de ser vivida, experimentada.
Para os filhos, mais ainda, porque é falar de um período que eles não estavam por aqui, quase obrigando a desenhar um cenário de costumes, político, econômico, social, etc.
Saudade do cheiro da comida que a minha mãe fazia quando eu voltava da aula.
Tem como explicar ?
Quando são pessoas queridas que já se foram, é difícil explicar aos outros essa saudade. Meu pequeno sobrinho ainda não entende o quanto o “biso” (bisavô) foi importante para todos nós… mas sempre faço questão de mostrar para ele que minha âncora significa o ‘biso’ (embora ele ainda prefira as ‘munecas’). Quando as saudades são de alguém que está no nosso plano, acho que devemos nos permitir essa ‘fraqueza’ e reforçar, todos os dias, o quanto e porquê são amadas. Amor, seja de parceiro, amigo, família, vida, nunca é demais. Como sempre, textos impecáveis, caro Joaquim. Abraços!