Passamos boa parte de nossas vidas trabalhando ao lado de pessoas que não conhecemos de verdade.
Um terço do dia executando tarefas, sem saber se quem está próximo está bem, nem ao menos queremos saber, pois o importante é a rotina diária.
No momento de mudar de profissão, fato comum na atualidade, vem a sensação que não foi um tempo ganho, não houve investimento naquela oportunidade de conhecer outras pessoas e fazer amigos, porque o ambiente de trabalho não é moldado com esta finalidade.
Relações de amizade tornam a hierarquia funcional uma experiência controversa, com sentimentos opostos num verdadeiro embate emocional. Por este fato não são aceitas ou, de certa forma, evitadas as parcerias, que sendo um pouco coerente, seriam benéficas ao ambiente laboral e criariam o tão desejado estímulo para o trabalho em grupo.
Mas não é esta a barreira principal, porque amizades duradouras superam estas limitações comprovando que as boas relações dentro de pequenas ou grandes organizações, fazem bem a todos.
Determinadas situações de conflito que levam à atitudes extremas, trazem o desgaste fatal do que resta de intenção de manter o vínculo com os colegas.
Perdida a cumplicidade da equipe, nem o melhor dos “chefes”, consegue a sinergia gerada espontaneamente.
Uma dura da gerência no momento que a equipe acabou de realizar o objetivo planejado há tempo, por qualquer motivo fútil, é como um sopro malígno no castelo de cartas inteligentemente montado e equilibrado.
Espalhadas no solo, cartas são apenas isso. Não lembram mais o resultado que merecia o elogio e reconhecimento.
Na escola, na vida, cada carta tem seu valor na grande obra de profissionais comprometidos com os projetos.
Adaptando uma frase que minha esposa gosta: quem sopra não lembra, mas quem viu sua carta cair, não esquece.
No trabalho as relações com os colegas não são importantes, são essenciais.
Bem escritas as palavras, bem colocados os pensamentos e a sabedoria de vida. Apenas lembrando: Um bom ambiente é um ônus e um bônus de que todos participam. e….. pero que si, pero que no….. Hay que tener paciencia. Mucha muchíssima paciencia (pero no mucho demasiado…..)
Paciência é uma coisa, passar por atitudes constrangedoras é outra… Enfim, a maioria dos meus amigos (de verdade) conheci em ambientes de trabalho. É importante perceber aqueles pequenos detalhes que acabam fazendo a diferença na equipe, afinal, em atitudes ou comentários dessas pessoas com quem passamos boa parte da nossa vida já se percebe o caráter. Observando bem, dá pra ver quem é leal e quer realmente uma parceria para um desenvolvimento do trabalho, ou simplesmente quer um emprego.