Pedro

Todo ano eu tenho de escrever algo sobre meu filho no aniversário dele. Não por exigência dele, nem por termos pactuado essa homenagem. Mas porque eu preciso dividir o sentimento.

Eis que os dezessete chegaram, mas não como uma idade que define a maioridade, que o permita dirigir, mas ele já tem o título de eleitor que ele trouxe para casa como um troféu !

Pode não parecer muito, mas se é com dezessete que cursamos o último ano do ensino médio, também é hora de decidir sobre qual curso superior seguir, qual profissão será abraçada.

Numa cabeça sobrecarregada de sonhos maravilhosos e disposição invejável, tudo pode acontecer na pressão do vestibular. No entanto é a época de descobrir a beleza do sexo oposto, marcar os momentos importantes com a música que tocava acidentalmente, de perceber que o professor se torna um grande amigo pelos próximos meses, quase um psicólogo para conter tanta ansiedade.

Passa longe de meus pensamentos qualquer ideia de frustração por parte dele nessa época de incertezas cobradas ao extremo por todos os ambientes em que passa.

Me parece saber exatamente o que quer, para onde ir, sem demonstrar medo.

Não perdeu a gentileza de criança, mas já tem conversas de um adulto comigo.

Creio que a adolescência, no sentido de indefinições, questionamentos e medos, é dos pais, pois eles vivem intensamente cada segundo desse período.

Para ele será só mais um ano, já que muita mudança o acompanhará nos próximos.

Como páginas de um livro, podem ir para a prateleira empoeirada, mas estarão disponíveis para consulta para o resto da vida dele.

Um comentário em “Pedro

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  1. Parabéns ao Pedro e ao pai babão (com toda razão e motivo), nada como os dezessete, curta cada momento Pedro, são muito preciosos.

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