Nascem sem motivo e crescem com uma rapidez assustadora.
Poucos lidam com habilidade de superar as frustrações certeiras.
No trabalho, na vida.
Criamos como se fosse um animal de estimação, como se íntimos delas nos fosse possível controlar o tempo, as pessoas, os fatos.
Creio que é mais difícil tratar das expectativas dos outros em relação ao nosso desempenho, nossos resultados.
Nos outros os monstros tem dentes mais afiados, têm asas, cospem fogo.
Mas não é menos pior ouvir completamente calado, uma pessoa enfurecida, perdida no próprio verbo, desviando-se do que é importante para esparramar narcisismo com a grandiosidade de um imperador, supondo-se com toda a razão do universo.
Nossa frustração exponencial chega a brilhar, nos cega.
Meu pai sempre me dizia para não tomar decisões cruciais de cabeça quente.
Passividade irada, incompreendida, delirante, encoberta pela névoa do ódio das palavras duras.
Um dia de “luz apagada”, isenta de alegria, sem motivo que justifique.
Na adolescência aprendi: não criar grandes expectativas gera um pouco de felicidade por não sofrer com o tapa da realidade.
Como diz o título do livro de Rubem Alves que ganhei da minha esposa: ostra feliz não faz pérola.
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