Praia da Joaquina

Desde 1985 eu não ficava uma tarde inteira na praia da Joaquina, em Florianópolis.

Peguei a família, sogra junto, tomando o rumo das praias do leste da ilha, mas me deu, muito antes, uma vontade enorme de ver como estaria aquela que foi o point da década de setenta e início da de oitenta. Trocada que foi pela praia Mole pela meninada bonita.

Sendo um domingo, era natural preparar o bom humor, pois é sempre uma tranqueira subir o morro da Lagoa de tarde.

Primeira surpresa, sem filas.

Inevitável passar pelo centrinho da Lagoa e pegar a segunda fila, mas não estava nem um pouco congestionada, tudo fluía maravilhosamente.

Na av. das Rendeiras, ah lá teria de haver a famosa fila dos turistas que se encantam com a beleza da Lagoa. Novamente tudo liberado como nunca.

Parecia daqueles dias que tinha de dar tudo certo, mas é importante ficar quieto para não acontecer nada errado.

Chegamos na praia com lugar no estacionamento cuidado pelo pessoal da COMCAP, por sinal muito mais educado e atento que o da AFLOV no Centro de Florianópolis.

Coloquei meus pés na areia e seguimos para escolher um local adequado.

Guarda sol alugado, tudo pronto.

Agora faltava só ter notado que estávamos diante de quatro bandeiras vermelhas de local perigoso, colocado pelos eficientes e atenciosos guarda-vidas. Muito repuxo e buracos.

Mas era só caminhar um pouco mais adiante e fazer as pazes com aquela água de temperatura ideal para um dia quente desse fim de primavera.

Espuma branca. Água transparente.

Uma leve brisa, coisa rara.

Chamei meu filho e fomos pegar uns “jacarés” e enfrentar as contínuas vagas que se acumulavam, por vezes três delas surgiam.

Além de resgatar um banho de mar com meu filho, foi uma espécie de catarse, somada ao fato de voltar a sentir o clima de verão.

Andei nas pedras.

Lembrei que vários tipos de areia por ali se espalham.

Havia o proibido queijo coalho sendo vendido. Sem fiscalização, sem questionamentos.

Na década de oitenta (no início), apenas tínhamos o Bar do Chico e o Cris Hotel, para aliviar a sede.

Agora a praia tem inúmeros restaurantes, mas são os ambulantes que levam mesas até os clientes na praia, para servir de tudo um pouco.

Um fato curioso e positivo: o lixo na areia era quase inexistente.

Muita gente bonita, sem qualquer policiamento militar. Mas, repetindo, muitos guarda-vidas a postos e alertando para os usuários não ultrapassarem os limites seguros.

Quando fui consultar a hora: 18:30. Sol alto e uma vontade enorme de ficar até escurecer, mas a prefeitura mentiu programando uma Apoteose de Orquestras no Parque de Coqueiros, obrigando uma retirada imediata, mas o evento simplesmente não existiu e ninguém foi o informado do motivo.

Uma volta sem filas.

Um dia de férias para lembrar e repetir a dose.

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