Divagando sobre o tema, vem uma enxurrada de palavras que podem iniciar um processo de ódio explícito e incurável.
Uma simples caminhada já nos tira do complexo trânsito de veículos automotores, mudando o estado de espírito. Isso funciona até termos de cruzar uma rua pela faixa de pedestres, num semáforo ou até numa lombada eletrônica.
Mas ao cruzar a rua, volta a sensação que andar faz muito bem. Não falo do ponto de vista físico, mas mental. Passamos por pontos de ônibus cheio de pessoas com feições interessantíssimas. Mesmo que a maioria denote tristeza, ainda há algumas conversando e animando as demais por pequenas semelhanças.
Quanto maior a distância percorrida, mais introspecção e avaliação do comportamento alheio: lixo no chão, cigarro, bares funcionando a partir das sete horas da manhã com “clientes” esperando, atendentes de consultórios médicos frias como robôs, caixas estressados, mais carros avançando sobre os pedestres na faixa, buracos, desrespeito, etc…
Mais culpa sente quem tem um mínimo de consciência ambiental e se preocupa com os semelhantes, porque sendo humano sujeita-se aos deslizes reprovados nos demais.
Minha teoria que o jeitinho brasileiro surgiu disso, se eu também acabo errando, qual o direito que tenho de julgar os outros ?
Somos capazes de superar esse dilema e combater a estupidez humana, basta ultrapassar o limiar do comportamento passivo.
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