Vejo nessa palavra o resumo da humanidade.
Cada dia parece uma página solta de um livro que se despedaça.
Falta comprometimento com as palavras ou apenas transmitimos pensamentos sem a medida devida ?
Basta uma assertiva para surgir a negativa no próximo turno.
O exemplo clássico é o do filho que contesta tudo que vem dos pais, porém ao se tornar pai surge uma nova mentalidade que reforça os ensinamentos ignorados na adolescência.
Não vou baixar o texto ao nível da política, onde o escrito não vale.
Tenho agora a teoria (completamente fundada em leigos pensamentos) de que a loucura é uma resultante de todas as ironias que suportamos ao longo do tempo que nossa capacidade mental tem de absorver paradoxos e incoerências. Ultrapassado esse limite, deixamos de tentar entender o mundo real e passamos a conviver mais com aquele ideal que se aloja na mente de cada indivíduo. Isolamento garantido ou seu dinheiro de volta.
Comparando com nossas vidinhas bestas, seria esse comportamento que temos ao cercar nossas residências com muros altos (agora podem ser de vidro), utilizando a mentalidade medieval com os castelos que protegiam os nobres.
Temo que a fortaleza construída para nos “proteger” seja tão nociva e enraizada que o melhor dos freudianos não vai ter acesso.
Uma vez aprisionados, damos ao mundo o ar da doce demência. Interrompidos os canais de comunicação, passamos a não ter mais assunto (Birdy de Alan Parker, baseado no livro o menino pássaro) e não há porque responder aos estímulos externos.
Repito diariamente em pensamento: uma ironia lançada retorna com a força de dez quando bate em alguém corroído pela falta de sentimento e destruído pelo próprio ódio.
Manter-se humano e percebendo o que acontece ao redor sem criar casca é muito difícil, mas é essa a função do cérebro dos privilegiados. Ou não é legal dar de cara com alguém que só espalha alegria e não está nem aí para aqueles que não podem ver um saco vazio ?
Chega de ironia.
Obrigado por comentar.