
Todos colecionam professores pela vida. Impossível não definir aqueles que têm qualidade e didática.
Quando estamos na universidade, invariavelmente repetimos alguma cadeira (sem ofensas aos CDF´s).
Passando bom tempo da fase entre adolescência (infinita para alguns) para a idade adulta nessas cadeiras de inúmeras áreas, é natural fazermos avaliações de nossos estimados mestres, mais ainda comparações.
De tudo que vi e entendi, me causava um desconforto tremendo os professores que davam aulas sentados, com uma postura incorreta, pernas cruzadas e explícito desprezo pelos alunos.
Pode causar estranheza, mas independente do tema tratado, a maioria não era de idade avançada. Eram pessoas que estavam começando na nobre carreira de forma “cansada”.
Afirmo sem medo que meus melhores professores tinham o hábito de caminhar pela sala, interagir com os alunos, provocá-los, tirá-los de suas zonas de conforto, fazê-los pensar.
Nós passávamos um bom período entretidos com a dinâmica da aula.
Ao contrário do sufoco oferecido pelos empoeirados que se recusavam a trazer ao público uma interessante idéia, história ou fórmula.
Tínhamos verdadeiro ódio de estudar para provas cobertas pelo ranço do conhecimento engessado. Não nos importávamos de aprender, mesmo que um fato histórico antigo, mas desconhecido e cheio de novidades ocultas !
Nos intervalos era comum passar para os colegas de outras turmas as brincadeiras e o bom humor dos bons professores.
Que coisa maravilhosa que é aprender !
Como foi bom ter sido professor, mesmo que num período curto e surpreender-se com o semblante de um aluno que acabou de resolver uma questão sedutora.
Vida é aprender e repassar.
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