Ninguém passa pela vida sem um machucado.
Viver é isso mesmo, se tornar alvo de muitas marcas, de partir para o caminho fechado.
Percebo que o comportamento mudou, que já não tenho compreensão de todas as novas palavras que se incorporam diariamente à gíria.
Levei meses para entender como pronuncia-se CAO e o mesmo tempo para saber do que se tratava. Olha que eu assisti Tropa de Elite.
Tatuagem, um tabu no passado recente, agora é parte do corpo da maioria dos mortais.
Lembro do dia que meu pai de dedo em riste disse para o meu irmão: tira o brinco !
Mas as marcas das quais eu quero fazer menção são as das pessoas que passam por nossas existências e nos deixam lembranças que não desaparecem com o tempo. Criaturas que têm dentro de si maravilhosas palavras, olhares e gentilezas, formando um conjunto de características que não há como excluí-las da lembrança.
Eu as chamaria de boas cicatrizes, porque não só estiveram por um breve período nos alimentando com sua boa energia e sabedoria, mas também porque vão nos deixar exemplos de ações positivas.
Verdadeiros mestres, mas com a humildade de se apresentarem como amigos.
Nos estendem a mão para uma evolução inevitável.
Difícil é não sorrir ao passar “as mãos” sobre essas “cicatrizes”.
Fazer amigos nos machuca um bocado, mas deixa belas marcas.
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