Fim da infância

O Ziraldo em palestra em Florianópolis, na realidade foi um bate papo muito bom, dizia que a meninice acaba aos oito anos. Pois tem seu fundo de verdade, já que é justamente quando a criança começa a perceber o mundo ao redor e também tenta compreendê-lo. Uma obrigação inexistente até então.

Acaba, para os meninos, aquela vontade de chegar da escola e assistir o desenho que tem um conteúdo moral, que trabalha com o lúdico e até tenta interagir com a criança. Inicia a atração pela aventura, a ação e o mistério. Comédia tem graça, afinal as piadas são entendidas.

Para as meninas, as brincadeiras já se dividem em: para crianças pequenas e para elas. Percebem que os atores de alguns filmes e seriados são “bonitos”.

Até os onze anos a torrente de descobertas desfaz uma montanha de mitos criados para que os pais tivessem uma certa administração do imaginário e até se permitissem estimular a imaginação dos filhos. Finalmente alguns pais admitem que é uma segunda oportunidade de curtir a infância que já se sente distante, mas nunca abandonada.

Marca registrada de meu filho mais velho, a voz aguda e alta, foi naturalmente tornando-se grave e comedida.

Para minha filha que agora atinge os nove anos, começo a perceber as mudanças e a forma mais dinâmica de se comunicar, trazendo um grau de argumentação que me desmonta por vezes.

Lá vem o tempo amadurecer nossas “sementinhas”, mostrando que o desabrochar de belas espécies é inevitável. Cada um com sua característica, com visões distintas, se enraizando ou alçando voo.

Agora é só observar, curtir e deixar a natureza seguir seu caminho.

 

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