Dirigindo pela vida

Tenho uma mania de comparar minha vida com um eterno dirigir de um carro.

Pensando bem é isso mesmo, alguns aceleram e vão atropelando todos que ousam cruzar o caminho deles, outros são mais cuidadosos, andam devagar e usam menos os freios.

No fundo é só uma forma de decidir o que é mais importante: carro ou motorista.

Fica mais complexo quando têm caroneiros, esses sim interferem sobremaneira na condução do veículo.

Temos de conduzir com mais destreza para evitar danos aos passageiros.

Com estrada esburacada, enlameada e escura, não se obriga a ser uma reta, nem plana sequer.

Quem aprende com os acidentes consegue chegar ao fim da jornada com um sorriso nos lábios.

Pisar fundo é necessário, mas com sabedoria, porque a curva pode se transformar queda livre.

Muita lentidão torna a viagem monótona e sem sentido, mas a paisagem sempre traz renovação ao espírito.

Parar aguardando a chegada de carona pode ser a exata definição de passividade.

Equilíbrio é sim a forma de conduzir ao caminho certo e estacionamento derradeiro, com manobra precisa.

Aqueles que deixamo veículo prematuramente são atropelados.

Vitorioso aquele que ensina aos filhos que estrada é longa e bela.

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