Jon Anderson

Criador do Yes, uma das bandas de rock progressivo mais importantes, mantida viva graças ao talento de cada um dos membros de muitas formações desde 1968.

Tem uma voz muito característica, mas é sua personalidade que busca a trascendência para explicar o universo, algo muito distante dessa nossa realidade massacrante, que nos remete a verdadeiras viagens astrais para cada acorde dos instrumentos muito ecléticos e os timbres agudos.

Nas letras busca a poesia.

O resultado quase sempre é de uma inspiração surpreendente.

Nos anos setenta, auge criativo do Yes, alguns albuns tinham canções com mais de dez minutos, já beirando ao rock sinfônico. Uma linha de criação utilizada por algumas bandas psicodélicas contemporâneas.

No início da década de 80 o Yes tentou um voo sem Jon Anderson, contratando o vocalista da banda Buggles, que compôs Video Killed the Radio Star, uma canção medíocre que dava a cara do que seriam os anos seguintes. Esse vocalista durou um album apenas.

Em 1983 lançaram 90125, com o guitarrista Trevor Rabin, hoje ganhando muito dinheiro compondo para trilha sonoras de filmes estadunidenses. Foi um sucesso, marcando o retorno de Jon Anderson.

Em 2008, o Yes estava preparado para lançar a Tour dos quarenta anos da banda, mas infelizmente uma doença respiratória fez com que os médicos recomendassem seis meses de repouso para Jon Anderson, para evitar maiores complicações.

Era de se esperar que a banda apenas adiasse a Tour com o intuito de aguardar o pleno restabelecimento de sua estrela maior. No entanto, para decepção de Anderson e dos fãs, os demais membros decidiram contratar um vocalista de uma banda cover do Yes para o lugar de Anderson. Inicialmente Jon entendeu que seria uma substituição para manter as datas da Tour, mas o que realmente aconteceu foi que o novo vocalista permanece na banda desde então.

No site oficial de Jon Anderson, há toda a versão dele para os fatos, o mais lamentável foi a perda de contato com os demais membros do Yes, nem para saber do estado de saúde dele. Lá podemos encontrar uma nova composição que traz na letra o ressentimento e a superação do golpe sofrido.

Lamentavelmente, dentro do mundo dos negócios do entretenimento há uma busca incessante por lucros e rendimentos, não foi diferente com o Yes. A própria banda recusa-se a tocar no assunto Jon Anderson e seu aguardado retorno pelos fãs do bom Yes.

Quando dispensaram o tecladista Tony Kaye, havia um consenso que era por incompetência, afinal se podiam ter Rick Wakeman na banda, para que perder tempo com um instrumentista medíocre. Porém o próprio Wakeman deixou a banda algumas vezes, ironicamente, agora tem seu filho Oliver Wakeman na função no Yes.

Wakeman acompanhou Jon Anderson no início da Tour solo, mas agora Jon Anderson segue num contexto mais acústico.

Tenho a sensação que o Yes atirou no próprio pé, pois mesmo com o timbre aproximado do vocalista cover, Jon Anderson carrega consigo um carisma indiscutível, além de se alimentar de uma energia que só pode ser cósmica, pois quem já esteve presente a um show da formação clássica com ele nos vocais sabe que não há lugar para outro.

Seguindo o exemplo do Marillion quando dispensou o Fish, creio que a sobrevida do Yes dependerá de muita criatividade e mudanças radicais de rumo.

Para mim fica o gosto amargo de uma traição clara dos ex-companheiros de quatro décadas a um talentoso profissional.

Longa vida a Jon Anderson !

Ouça essa versão de State of Independence, resultado da parceria com o tecladista Vangelis. Destaque para o fato que era uma música totalmente eletrônica contrastando com o belo vocal. Nesse vídeo há um arranjo acústico belíssimo.

Não sei se por uma dessas coincidências da vida, sem qualquer explicação, a banda Yes decidiu fazer apresentação única no Brasil, em São Paulo, dia 28 de novembro de 2010. Mas o mais irônico, concordaram com a inclusão de mais uma data, no dia anterior, 27.11, aqui em Florianópolis.

Tem amigo meu sugerindo que eu critique mais algumas bandas para ver se os caras aparecem por aqui também…

http://www.floripamusichall.com.br/index.php?cmd=agenda&id=310

Vou lá ver, afinal tenho de ter certeza que o vocalista subsituto tem a voz tão parecida quanto se alardeia.

Mais uma chance, para mim a quarta, de me convencer que essa banda está melhor.

Aqui um vídeo que mostra a descontração em tratar dele e do Yes.

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