Há quase dois anos encontrei um cachorro embrulhado em um saco de lixo, sendo que dentro dele ainda havia um acolchoado. Como o animal insistia em sobreviver ao golpe na cabeça que fez saltar um dos olhos, liguei para uma sobrinha que conhecia uma clínica veterinária. Após muitos sedativos, ele foi avaliado como um caso de dano neurológico irreversível e foi sacrificado para não sofrer mais.
Esse ano li que essa prática nefasta estava sendo realizada no município do São José.
Agora me deparei com esse absurdo ainda maior de uma cachorra denominada Pedra por uma moradora da Palhoça que a socorreu de um atropelamento.
Leia aqui e avalie se há limite para a maldade.
Quando era adolescente, após evoluir consideravelmente por conselho de meu melhor amigo, respeitando os animais de rua, cujo “divertimento” era atirar pedras em gatos para ver se eram ágeis, passei a me questionar como deveria ser a vida de um animal que vive sem dono.
Torcia para nunca presenciar um atropelamento, pois só a cena de ver animais esmagados nas ruas de Florianópolis dava uma sensação péssima.
Atualmente concordo com os grupos que promovem a doação de cães de rua, tratados, desverminados e castrados, pois representam a nossa chance de aprender com o carinho com que nos retribuem o simples ato de alimentá-los. Tem gente que só consegue desenvolver esse sentimento com os cães de raça. Estes não são piores, mas ao darmos dinheiro para lojas de pequenos animais que os expõem como mercadorias, no calor, com tratamentos duvidosos, mas com a “grife” da loja, estamos deixando de adotar um animal que foi abandonado por pessoas incapazes de entender a riqueza da relação com esses seres.
Já passou da hora de denunciarmos esses criminosos que friamente os executam com armas ou ateam fogo sem piedade.
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