Acabei de chegar e ainda estou com o zumbido característico no ouvido.
Me surpreendi muito que o DJ do Floripa Music Hall (se é que ele merece esse título) recebeu o público que curtiu a banda nas décadas de 70 e 80, com Boney M., Madonna… daí para baixo.
O sábio empresário Fernando Fontes, que foi dono da Dizzy, me ensinou algo importantíssimo quando eu tinha apenas 15 anos e consegui a vaga de discotecário (era assim que chamavam o DJ) aos domingos: nunca inicie as sessões de música com as mesmas músicas que vão tocar a noite toda.
Nesse aspecto o DJ do FMH seguiu exatamente o recomendável, porém mesmo sendo uma platéia de quarentões, eram em sua maioria, pessoas que curtiam e curtem rock. Apesar que dois casais próximos reclamaram muito das músicas barulhentas e chatas. Esses foram lá para ouvir Dream on e Love Hurts. Quando acabou o show, o mesmo equivocado DJ começou com músicas dançantes dos anos oitenta. Que lástima.
Vamos ao show:
- o vocalista não deu uma derrapada
- o baixista deu aula
- o filho do baixista foi perfeito na bateria
- até o guitarrista que não tinha nascido quando ouvíamos Hair of the Dog foi competente.
Sendo um ambiente projetado para ter uma acústica boa, não é coerente utilizar toda a potência dos equipamentos para detonar com nossos tímpanos, principalmente porque o som estava mal equalizado e reverberava artificialmente.
Uma casa noturna não deveria apenas se preocupar com as atrações, mas também no bem estar dos clientes. Com o som no último volume, distorcido e de mau gosto, deu vontade de correr de lá.
Destaque para Hair of the dog que recebe um solo de gaita de foles, bem como This Flight Tonight, um clássico desses sexagenários que tem muito mais punch que bandas adolescentes.
Valeu cada centavo.
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