Casa vazia

Normalmente é motivo de comemoração quando alguém fica sozinho em casa com a esposa e filhos viajando durante todo o feriado.

Tomado como uma espécie de período de descanso e tranquilidade, pode enganar bastante quando o tamanho da casa começa a aumentar com o passar dos dias.

Começa pelo silêncio que passa a ser notado, antes implorado.

Segue a sensação de que não há motivo para cozinhar e preparar almoço ou jantar. Quando a fome insiste em bater, não há motivação para algo especial, afinal não há mais ninguém para saborear e elogiar.

Para encher o tempo, começamos a arrumar as coisas que ficaram para depois em algum ponto no passado.

Mas aí a casa já tomou o porte de lugar que tudo fica muito longe para valer a pena se levantar da frente da TV.

Não habito nenhuma mansão, mas já não a sinto aconchegante como quando estão todos em casa.

Para ligar o computador o fiz relutante. Ao contrário do que imaginei, que até produziria mais textos para esse blog.

Ao sair de carro para mudar de ares e ocupar o tempo, foi só voltar para casa que comecei a lembrar que a casa estava vazia, ninguém me esperava.

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