Nos anos setenta era com o som desses caras que o pessoal dançava nas festinhas em casas de família. Disputava espaço com Sweet, Led Zeppelin, BTO e Pink Floyd.
Lembro de um aniversário de meu irmão que tocou dark side of the moon inteiro com os casais dançando agarradinhos. Isso sim era psicodélico, porque quem curte Pink Floyd nos dias atuais não era porque dançava com as músicas deles naquela época.
Love Hurts era obrigatório no período de músicas lentas, quando tínhamos de tomar coragem de encarar a menina da sala que não nos dava bola no horário da aula. Mas como cada música tinha em média quatro minutos, o coração disparava e não havia como fugir da “obrigação” de buscar um par.
Foi ouvindo Hair of the Dog que descobri o quanto cada instrumento fazia diferença em um rock muito bem tocado. Lembrando que usávamos vitrolas mono com discos de vinil rodando em uma cápsula de cerâmica e agulha de diamante. Em resumo era um milagre que a música conseguisse ser ouvida com alguma clareza. Ignorávamos o som do baixo, porque o som grave só poderia ser reproduzido por equipamentos caros de amigos privilegiados financeiramente.
No natal de 1976 meu pai resolveu comprar uma “aparelhagem” da gradiente composta por: um toca-discos (chamado de prato), amplificador com 36 watts de potência RMS e um par de caixas acústicas. Era comum ter “amigos” que iam na minha casa só para curtir um som.
Voltando ao Nazareth, foi um dos primeiros discos que economizei durante meses para comprar. Mas foi só levá-lo para umas três festas para ser subtraído do meu patrimônio.
Em 1978 a discoteca pegou firme nas lojas de disco e pistas de dança das primeiras casas noturnas a atraírem mais gente que a turma do Cacau Menezes. Infelizmente essa praga DISCO durou muito mais tempo que imaginávamos.
Agora voltando para Florianópolis, dia 23 de outubro, pela terceira vez, não vou deixar passar a oportunidade de esticar um cartaz com o nome de uma das músicas que mais ouvi e ouço: Beggar´s Day.
Baixei o show deles em Curitiba e realmente o vocalista ainda tá dando um banho com a voz rouca e perfeitamente encaixada no som desses ícones do bom rock.
Eu vou.

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