Quando começou o tumulto no Oriente Médio, com a invasão do Kwait, seguida de inúmeras ameaças dos EUA, já que lá estavam poços de petróleo que eram deles, visto que utilizavam os veículos menos eficientes em termos de consumo de combustível, utilitários que davam muito mais status do que eram úteis, já surgiu no horizonte um sentimento de mudança do clima que havia tomado conta do planeta após a queda do muro de Berlim, bem como as divisões étnicas no leste europeu.
Certa vez fui incumbido por um professor do curso de administração, a montar um trabalho que teria como objetivo um cenário da humanidade em guerra num futuro não muito distante. Obrigatoriamente fiz alguns levantamentos e percebi que historicamente estamos em guerra desde que as disputas por territórios e por alimentos se iniciaram na pré-história.
Ainda que tenhamos a noção de que há um viés belicista em cada sentimento nacionalista, uma “vontade” primitiva de lutar por territórios, religiões e seja lá o que pareça ideológico o suficiente, não há como negar que a guerra sempre sacrifica os que nada tem com ela. Civis são alvos de erros grosseiros em meio aos avanços tecnológicos de governos que investem pesadamente em armamentos e são receosos em direcionar esse esforço para saúde e educação. Há uma desvantagem absurda quando qualquer destinação disputa a atenção com guerras e invasões. Uma força descomunal lobista atua dentro de governos (não é exclusividade do Brasil) poderosos, recomendando a leitura do livro A melhor democracia que o dinheiro pode comprar, que trata exatamente do uso dos cargos políticos chaves (sem trocadilho) para manter os interesses de empresários e corporações lucrando inclusive com a destruição de cidades e economias.
Hoje estou bastante contente porque o senhor Barack Obama fez o pronunciamento do fim a guerra do Iraque. Algo impensável durante a gestão Bush. A guerra que assistimos ao vivo e com hora marcada.
Leia mais sobre esse discurso aqui.
Tempos de paz ? Duvido. Mas quero sim que ela dure muito.
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