Quando as vidas se cruzam

Assistindo o filme O curioso caso de Benjamin Button, somos forçados a inverter nossa visão da vida que inicia com toda a ingenuidade e vai ganhando experiência.

Para quem não viu o filme, não vou bancar o sacana e esmiuçar detalhes.

Mas o fato mais interessante do filme, que é um romance, justamente é o encontro do protagonista com a sua amada em circunstâncias bastante peculiares. Todo o cenário e acontecimentos são opostos ao que ocorre entre eles.

Não conseguimos adivinhar a próxima cena, porque são exatamente dois caminhos opostos, se encontrando em um ponto de um brilhantismo que não está nos atores, nem nos personagens, mas na junção das vidas.

Foi um dos últimos filmes que assisti no cinema com meu pai. Isso me obrigou a passar boa parte do filme me perguntando como aquela história estava mexendo com a cabeça dele. Já que a experiência dos 85 anos lhe traziam lembranças que se encaixavam nas épocas retratadas na película. O mais interessante foi percebe-lo surpreso com a história que ele definiu como: diferente. Mas esse diferente era o resumo de uma enorme pilha de dúvidas a respeito de como seria a vida de alguém que passa pela experiência do Benjamin.

Sem comparações medíocres, havia um email de grande circulação (se é que na internet há mensagem discreta) que atribuía ao genial Luiz Fernando Veríssimo a história do homem que nascia velho e morria num imenso orgasmo dos pais.

Na ordem natural da vida ou no seu inverso, ficou a lição que viver intensamente é o mais importante.

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