O tema é recorrente, trânsito, policiamento, etc.
Mas é impossível não perceber como a postura da atuação policial está bastante conturbada, quando vemos que um cidadão que paga impostos, constitui família, trabalha e cumpre com suas obrigações, é pesadamente fiscalizado por diversos organismos.
Vou dar um exemplo: na Av. Ivo Silveira, onde está localizado um morro que reconhecidamente é lar de traficantes, mas também é o fluxo diário de milhares de cidadãos que se dirigem ao Centro de Florianópolis, há o eventual uso de radares móveis para fiscalizar o respeito ao limite de velocidade (60 Km/h), penalizando qualquer um que venha a infringir o código de trânsito, aplicando multa imediatamente alimentada no sistema do Detran. Passando pela citada via, notei que exatamente atrás de onde se posicionam as viaturas das autoridades de trânsito, localizam-se as bocas de fumo. Porém os “radares” apontam para o cidadão e dão as costas para o crime organizado, instituído e tolerado.
Esse paradoxo é gritante.
Enquanto alguns criticam a “indústria da multa”, os que odeiam radares móveis e sugerem que existam apenas lombadas eletrônicas e os que apoiam qualquer postura das autoridades para coibir os abusos no trânsito, essa omissão geral é praxe.
No mesmo dia presenciei outra cena grotesca: um senhor idoso, dirigindo de forma absolutamente irretocável o seu veículo, aguardava pacientemente, sem obstruir o fluxo de trânsito e sinalizando com o pisca sua intenção de ocupar a vaga exclusiva para idosos. Eis que surge um indivíduo muito jovem, que executou uma manobra de ré, fazendo com que todos os veículos da rua tivessem de parar aguardando o final da arriscada atitude, ocupou a vaga que o senhor idoso estava aguardando. De forma muito polida, esse senhor questionou o jovem que apressou-se a sair do veículo, sobre o uso da vaga EXCLUSIVA para idosos. O indivíduo olhou para a placa, olhou novamente para o senhor e entrou no estabelecimento como se nada de errado fora feito.
Para os que aguardaram um final feliz, sinto muito, mas todos seguiram o seu caminho, ninguém saiu em defesa do senhor idoso, não havia policiamento no local, as pessoas que trabalham no estabelecimento o ignoraram completamente.
Basta colocar-se no lugar desse senhor para perceber o quanto respeitamos os mais velhos, que dirá à sinalização que os daria amparo.
Figuras decorativas, placas de sinalização de trânsito podem ser seguidamente ignoradas, só os mais “azarados” são pegos por guardas municipais. Mas uma vez multados, sabem que não terão o mesmo azar no mesmo lugar.
Essa placa nunca foi tão ignorada, será que vai cair em desuso ?

Neto,estou em fase de quase total indiferença ao fator humano, o individualismo e falta de respeito é a marca do homem contemporaneo! Não tenho motivos para acreditar que a evolução espiritual da especie humana melhore!Veja a qualidade moral dos nossos legisladores atuais e futuros!