A palavra de um homem

Nasci e cresci no seio de uma família que não é representante política, não aparece nos meios de comunicação como destaque de sucesso financeiro, tampouco se vangloria dos seus feitos.

No entanto fui apresentado por meus pais aos valores que devemos ter como pilares de uma vida correta e honesta, respeitando os semelhantes e aceitando as diferenças.

Meu avô militou no partido comunista na estiva de Itajaí. Meu pai foi bancário por toda a vida. Minha mãe dona de casa.

Meu filho seguirá a profissão que ele decidir, que lhe traga satisfação e que o realize. Esse direito não tenho para tomá-lo em minhas mãos e decidir por ele.

Mas irei passar meus dias mostrando a ele os muitos dos valores que cultivamos por uma vida que estão “saindo de moda”, mas que ainda vale a pena lutar para manter-se acima do mar de lama, equilibrado que seja numa minúscula e última peça de retidão de caráter.

Uma palavra firmada entre pessoas civilizadas sempre terá mais valor que unidades monetárias, bens e agrados somados.

Crio expectativas internas sobre as pessoas com quem convivo, sempre aguardando lealdade e coerência. Mas com a inexatidão humana é mais um caso de altas expectativas, candidata ao fracasso e decepção.

Mais difícil é sair da posição de conforto, de “falsa” estabilidade emocional provocada pelos tijolos do cotidiano, para uma visão nítida de como são frágeis as relações, apoiadas em tênues convicções.

Palavras são perdidas e descartadas quando os atos são gritantes. Nos lembraremos dos atos, certamente esqueceremos as palavras.

Tramas, conchavos e armadilhas são urdidas na pobreza de espírito, na ausência de elevação moral.

Sobreviver a sentimentos conflitantes, imagens que não se encaixam no cenário, é para poucos.

Nossas vidas não estão restritas a caminhos definidos, pelo contrário, elas estão sobrepostas em campo aberto, sem abrigo do clima, sem panos para cobrir atos. Pelo menos é assim para os sinceros.

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