Quanto vale um político ?

Depois da ex-vereadora pelo PPS de São Paulo, Soninha Francine ter assumido a campanha do Serra, foi a vez do vereador Márcio de Souza buscar seu lugar ao sol assumindo a prefeitura de Florianópolis para que Dário Berger faça uma viagem à Disney.

Não me interessa para onde o prefeito vá, mas a história política do Márcio de Souza foi jogada na lama com essa mudança radical que começou com o apoio aos projetos da atual gestão, saindo de uma postura de oposição para sentar-se na presidência da câmara em algumas situações.

Já não busco mais coerência no quadro político, principalmente porque há muito tempo que mandatos são cenários de mudanças escandalosas.

No Rio de Janeiro o prefeito Eduardo Paes era um ferino adversário do PT e do presidente Lula, mas quando migrou para o PMDB com o governador Sérgio Cabral virou aliado. Da mesma forma Índio da Costa do PSDB-RJ, hoje candidato a vice na chapa do Serra, foi duramente criticado por uma vereadora tucana que considerou um absurdo oferecer um cargo tão importante a alguém que é investigado por fraude na merenda escolar.

Hoje o PPS (ex-PCB), de origem comunista que foi aliado do PT na luta contra os anos de ditadura, está abraçado com o DEM (ex-PFL) que era o partido base da ditadura.

Na condição de pai, cheguei a conclusão que tenho de mostrar ao meu filho todos os fatos e deixá-lo avaliar o cenário político com consciência. Porque não há mais direita ou esquerda, nem mesmo o antigo “centrão” do Itamar Franco.

Não há mais ideal que valha levantar uma bandeira sem arrependimento no período de um ano.

Ao contrário do que muitos pregam, que seria a ignorância “uma benção”, temos ao nosso dispor uma quantidade enorme de informações sobre partidos e candidatos como nunca “na história desse país”. No entanto deixamos nosso estômago ditar qual vai ser a próxima “aposta” nas urnas, mas esquecemos que nosso cérebro é que vai ter de trabalhar para limpar os respingos do ato impensado.

Estamos em julho, ler muito vai nos ajudar a tomar a decisão em outubro, certa ou errada, mas coerente e consciente.

Votar não é como torcer para um time de futebol que deposita nas chuteiras dos atletas o resultado de uma partida. Faz parte do que teremos e seremos por quatro anos.

Ainda temos algumas viúvas da perda da sede da copa do mundo e suas benesses, mas colocando os pés no chão, não vai ser em quatro anos, mesmo com muito dinheiro investido, que os inúmeros problemas com o trânsito de Florianópolis vão sumir. Não houve planejamento até agora, com a sede caindo no colo do prefeito iria mudar algo ? Não creio.

Política se faz com gente séria, mas esse “artigo” está em falta no mercado brasileiro há décadas.

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