Não conheço, em meus 45 anos de vida, alguém que não tenha estourado ou extrapolado na discussão por um dia ruim, seja o ápice de várias situações negativas, mas há ainda dentro de nós algo que faz com que as coisas tentem se acalmar com o tempo ou por maturidade dos comportamentos que se seguem.
Ouvindo as supostas gravações da namorada do ator Mel Gibson amplamente divulgadas pela imprensa, temos a clara extensão de como o insulto e o descontrole podem destruir por completo a imagem que alguém possa ter construído ao longo de décadas.
Há um grande dilema de que atores o são o tempo todo, que são bons na profissão por nos convencer da existência dos personagens que interpretam. Fortes, alguns seres da ficção costumam engolí-los de uma forma tão inexorável que os transformam em pessoas mais próximas da ficção que da realidade.
Psicólogos são claros em dizer que não somos iguais vinte e quatro horas por dia, porque interagimos com o ambiente e outras pessoas. Interpretamos papéis. Mas há limites calcados na realidade e consequente adequação de comportamentos impostos pelas situações.
Interessante como o carisma de alguns personagens ditos “loucos” são tão contagiantes. Criam verdadeiros mitos que nos tiram do desgastante cotidiano para nos carregar nas vidas impossíveis que levam. No caso específico de Gibson há uma legião de fãs que geram altas expectativas que ele vá ser um modelo de cidadão, mas a realidade é bem mais difícil.
Pensamos que nossas vidas são cheias de atribulações e sofrimentos desnecessários, porém esse e muitos outros casos demonstram que mesmo uma estrutura financeira segura e o glamour vendido pela mídia são insignificantes quando um conflito familiar pode nos levar aos limites psicológicos e além.
Quem tem controle absoluto ?
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