Solidão já não é mais um problemas para os humanos abastados, afinal ter uma máquina que conversa e até estimula a dieta já é realidade e não assusta mais nossa população mais que interligada.
O mundo admirável de Aldous Huxley é esse ?
Ou vivemos a era muito bem descrita por Isaac Asimov ?
Com a carga de filmes de ficção e seriados, passei a acreditar que formaria o futuro um conjunto de soluções para atender às necessidades humanas, dispensando os hábitos de esforço físico. No filme Wall-E há uma crítica direta ao uso de tecnologia para o conforto, mostrando o que acontece com as pessoas após algumas décadas.
Há uns trinta anos tive a alegria de ter um controle remoto de TV em mãos e me senti como uma criança com um brinquedo novo. Não precisava levantar do sofá para trocar de canal (isso parece ridículo de ler atualmente), nem para controlar o volume, cor, contraste e brilho. Um dia um amigo sentou ao meu lado e decretou: esse é o inimigo das grandes redes de TV ! Fiquei alguns segundos olhando para o controle remoto e tentava entender onde a sentença tinha se embasado. Ele mesmo tratou de desembaraçar os nós da minha dúvida, afinal era época que as primeiras operadoras de TV por assinatura começavam a oferecer esse fantástico serviço de imagem e som com qualidades, até então, nunca vistas. Ele se referia à capacidade de mudar de canal (zapping) sempre que algum intervalo comercial trouxesse alguma chateação. Foi então que surgiram os primeiros alucinados por trocar de canal o mais rápido que a mão fosse capaz.
Demorei para ter um videocassete que explodiu da metade dos anos 80 para ser morto pelo DVD no início desse século. Mas o controle remoto nunca mais deixou de visitar nossas salas e quartos.
No aspecto de saúde, a tecnologia também tem sido aplicada para avaliar os movimentos, esforços e habilidades natas para obter o melhor do esforço e também para avaliar os malefícios do ócio televisivo.
Bem no centro de tudo está o homem, sua qualidade de vida e facilidades.
Quase ia esquecendo: quando a tecnologia vai acabar com a fome ?
(não vale citar transgênicos, afinal não sabemos que tipo de mutação genética estaremos expostos).
Julio Verne é que sabia tudo, viveu muito antes e viu o que ninguém viu.
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