Código de conduta

Assisti esse filme com meu filho há pouco.

Um filme que trabalha numa linha semelhante a Seven, prende a atenção do começo ao fim.

Como traz um conflito existencial decorrente de eventos que aterrorizam o protagonista, apresenta uma postura muito firme sobre princípios jurídicos diante de nossa “aceitação” da violência urbana, banalizada em programas que se fartam de repetir imagens apelativas.

Quando uma grande rede de tv precisa do depoimento de uma mãe que acabou de perder o filho, já que o fato em si representa a mais profunda dor de perda ? O massacre visual e emocional, às custas de  uma pessoa explicitamente desesperada aflora o interesse sensacionalista, mesmo que esse canal de comunicação se coloque acima dos concorrentes por não se deixar levar pela apelação pura e simples.

No filme vemos advogados, promotores e juízes colocados à prova, diante de decisões tomadas de forma burocrática, sem o distanciamento obrigatório para percepção do “quadro” completo.

Diversos comentaristas vieram apresentar artigos contra o absurdo dos indultos e relaxamentos de pena de detentos reconhecidos como ameaças sérias à sociedade.

O título do filme é apropriado, mas o tema é tão atual que salta aos olhos que, mesmo estando em outro país, há muita gente se escondendo atrás de leis caducas para obter a desculpa por atos que não teriam coragem de assumir caso algum parente ou amigo estivesse no lado mais fraco dos julgamentos.

Recomendo pela qualidade e profundidade.

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